Nós temos ouvido uma série de teorias sobre o futuro do trabalho, da educação e do mundo. São hipóteses que inspiram medo, surpresa e fascínio. A Inteligência Artificial permitirá possibilidades infinitas ao longo de sua evolução. Combinada às habilidades humanas, promete elevar diversos aspectos de nossa vida, promovendo soluções para um novo momento da história. Será possível alcançar uma era de abundância e crescimento exponencial com a evolução dessas tecnologias.

Mas será que é possível se beneficiar das inovações tecnológicas e ao mesmo tempo manter-se consciente do que realmente importa para o ser humano, seu desenvolvimento e sustentabilidade? É importante entender até onde a tecnologia deve chegar e como podemos nos tornar protagonistas no desenvolvimento de soluções para o futuro da humanidade.

 

A crise no trabalho e na educação.

O World Economic Forum, em seu relatório The Future of Jobs fala sobre a influência da Quarta Revolução Industrial sobre fatores socioeconômicos e demográficos. Além das grandes mudanças nos modelos de negócios que conhecemos, tem causado total desequilíbrio no mercado de trabalho.

A mesma crise acontece na educação, onde a maioria das escolas e universidades já não alcança mais os mesmos resultados de antes. Criadas para preparar as pessoas para atuar em uma sociedade com demandas bem mais específicas que as atuais, precisam redesenhar seus métodos e conteúdo. A humanidade tem vivido um despertar coletivo para a essência de suas ações e busca uma carreira com significado. O modelo industrial das instituições de ensino acaba minando a criatividade de crianças e jovens, impedindo o desenvolvimento de habilidades essenciais para o futuro.

A educação oferecida no modelo tradicional ensina a se enquadrar em um padrão, pensar de forma parecida e molda para marcar as “questões certas”. Os jovens estudam porque precisam de uma determinada nota para ter um diploma e então alcançar segurança financeira. Mas e a vida que se vive em meio a tudo isso? Quem ensina para a vida?

Chegamos no mercado de trabalho sem lembrar quem somos, do que gostamos e acreditando que é preciso pensar fora da caixa. Como, se a nossa criatividade foi tão condenada quando a gente queria propor respostas diferentes para as mesmas perguntas?

 

O futuro. Hoje.

Daí a gente já percebe como é difícil falar sobre futuro do trabalho sem pensar no futuro da educação. Novos tipos de emprego continuarão surgindo, transformando parcial ou totalmente carreiras tradicionais. Espera-se que ao mesmo tempo que sejam criados vários novos postos de trabalho, diversas carreiras deixem de existir. Essa transformação dará lugar a um aumento significativo da produtividade em algumas áreas. Ao mesmo tempo que um gap de habilidades necessárias se abrirá em outras.

No Brasil e no mundo as ocupações e especialidades com maior demanda atualmente não existiam há apenas 10 ou cinco anos atrás. Quem acha que o ritmo dessas mudanças vai continuar acelerando? Aliás, o que não está acelerando?

Além disso, 65% das crianças em idade escolar hoje, trabalharão em empregos que ainda nem existem. As habilidades necessárias serão outras, mudando como e onde as pessoas trabalham. Será que podemos nos planejar hoje para nos adaptar à essa realidade?

 

Abriu a cabeça?

Nada mais é permanente e toda mudança é válida quando o objetivo é melhorar o ritmo de desenvolvimento da sociedade. É um movimento natural do ser humano querer economizar energia se mantendo em uma zona conhecida, repelindo inicialmente mudanças bruscas em seu estilo de vida, em sua maneira de pensar e agir. Mas e se pensarmos em como pode ser mágico se permitir mergulhar em processos de transformação, conhecendo de perto a evolução que eles podem nos proporcionar?

O avanço tecnológico e as mudanças demográficas representaram mais prosperidade, produtividade e criação de empregos no mundo. Claro que as transições não estão livres de rupturas ao longo do caminho. Mas a história é feita de crises, renovações, mudanças na forma de pensar e agir.

A Singularity University acredita que as formas de aprender do ser humano sempre se manterão em processo de mudança. É só olhar para a história para identificar alguns padrões. Essa sede por conhecimento nos permite imaginar o quanto ainda há espaço para a humanidade se desenvolver. Vários acontecimentos atuais só confirmam o quanto a raça humana ainda precisa evoluir e como é bem vinda essa expansão do conhecimento e da consciência.

 

É possível se alinhar com o futuro. Para isso temos que viver o presente.

Conhecimento é a base da nova economia e aprender sobre as transformações será um processo constante. Desenvolver um mindset de aprendizado contínuo e estar aberto ao novo sempre.

Uma recente área surgiu dentro da psicologia, a ‘psicologia positiva’, que demonstra que a capacidade humana tem um enorme potencial de se desenvolver em qualquer momento da vida. Por  mais que a gente crie verdades e crenças que limitam nossa abertura para novos aprendizados, como as clássicas: “eu não sou bom com isso” ou “criatividade não é meu forte”, já foi comprovado que todos nós podemos desenvolver aspectos de nossa personalidade, habilidades físicas e intelectuais.

Um termo que em breve deve se tornar mais comum é o lifelong learning, que em tradução livre quer dizer aprendizado durante toda a vida ou a beleza de ser um eterno aprendiz. O dinamismo e a diversidade que o futuro do trabalho propõe é o de se permitir experimentações.

Não quer dizer que sua formação não vale mais nada. É ela que vai impactar na forma como você lida com as situações, dando fluidez e capacidade de trazer um olhar único para aquilo que você escolheu fazer. É como um fio que une tudo ao que você é hoje. E a abertura do mundo para a inovação tem permitido essa multiplicidade. Mas ela não pode parar e essa é uma das principais lições que aprendemos ao estudar sobre o futuro do trabalho.

 

Quer umas dicas?

 

(Quase) Toda a informação do mundo está disponível

Hoje é possível assistir aulas das mais conceituadas universidades do mundo de nossa casa. Iniciativas como a Khan Academy, oferecem milhares de cursos gratuitos acessados por mais de 40 milhões de pessoas. Sites como o Coursera e EDX dão acesso a diversos cursos incríveis, atuais e relevantes, simplesmente não deixando espaço para zona de conforto. Você pode até viajar para qualquer lugar do mundo, trocando algumas horas de trabalho por hospedagem e alimentação em sites como o Workaway ou até o brasileiro Worldpackers. O que você ganha com isso? Aprendizado, visão de mundo, insights. Entendeu o que queríamos dizer com era da abundância?

 

Se conhecer é fundamental durante todo o processo.

Às vezes pode ser difícil transcender esse momento sozinho. Conversar com amigos, professores, líderes, pais, pode auxiliar no caminho. O processo de descoberta daquilo que traz sentido em nossas vidas já é complicado por si só.  Imagine quando em meio a isso há uma revolução transformando todos os modelos que conhecemos? Estamos vendo a quebra de velhos paradigmas e 100 mil novas opções de trabalho a mais do que na era industrial, quando a tríade medicina, direito e engenharia fazia parte de um top down de opções. Quantas profissões já existem hoje? Essa pode ser uma razão também para sua dúvida. Quantas novas existirão no futuro?

 

Não seja simplista quando se trata de autoconhecimento.

Esse é um processo que também dura uma vida toda. Medite, viaje, pesquise, leia livros de auto-ajuda, sim! Muitos deles são ótimos. Busque possibilidades e caminhos diferentes. Experimente um trabalho que você nunca fez, se imagine ganhando dinheiro com aquilo que você ama. Busque soluções como terapias, novos cursos, e se permita aprofundar em si mesmo, descobrindo esse mundo aí dentro para entender como se adaptar para tudo isso que está acontecendo aqui fora. Através desses olhares será possível encontrar o seu lugar. E independente de qualquer dificuldade, lembre-se que a crise sempre existiu e é ela que eleva sua condição como ser humano. É esse desconforto que vai jogá-lo lá pra cima.

 

Aprenda, desaprenda, reaprenda.

O esgotamento causado pelo excesso de informações é, sem dúvida, um dos maiores problemas que vivemos. A dificuldade de organizar, hierarquizar e nos lembrar da quantidade de coisas que a gente lê chega a nos angustiar em alguns momentos. Essa inclusive, será uma habilidade cada vez mais valorizada. Precisamos aprender a viver nessa mudança de era, entender o que funciona mais com a gente. E então estar prontos para reaprender algumas coisas.

Seja porque você não encontrou realização na carreira que escolheu ou porque o modelo de trabalho em que você está inserido precisa se reinventar. A necessidade de mudança e aprendizado constante é uma realidade. Tem vezes que é preciso parar de pensar no que poderia dar certo e agir, se experimentar, se conectar com projetos que possam proporcionar a descoberta que você busca.

 

Esteja aberto para conhecer o outro.

De nada adianta o conhecimento se ele ficar parado em você. Explore aquilo que quer aprender e desenvolva sua inteligência emocional e social. Se relacione com as pessoas de um jeito diferente, aberto, sem julgamentos. Ao olhar para o outro com mais leveza, a gente se dá a oportunidade de aprender também. Empatia é uma das habilidades do futuro, palavra que você deve estar ouvindo bastante. Diferente de ser simpático, é mais sobre a capacidade de se colocar no lugar do outro e tentar perceber o mundo sob essa perspectiva. Sentir empatia nos ajuda a entender aquilo que não podemos mudar e lidar melhor com as diferenças, com conflitos e transitar por diversos meios, projetos e tribos.

Sabe aquele clichê que diz que é preciso ser virado do avesso para descobrir que o avesso é o seu lado certo? Às vezes pode dar certo e você pode se encontrar em um caminho totalmente novo.

E se achar que a gente pode te ajudar, vamos conversar! Nós propomos uma nova forma de se relacionar com o mundo. Quem sabe juntos possamos encontrar um novo caminho para você?